Comunicar a importância da Primeira Infância

22 de maio de 2020

criançasDurante uma experimentação de como comunicar a importância da Primeira Infância para outras pessoas e ampliar os conteúdos presentes nas aulas do curso em EAD de elaboração do Plano Municipal pela Primeira Infância, os participantes da turma da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul- UFMS, além de estudantes de outros municípios, mergulharam na proposta e trouxeram diversas experiências. 

Ana Rosa mora em São João de Meriti, RJ e aproveitou para compartilhar pelo whatsapp os conteúdos do curso com a irmã pedagoga que mora na cidade do Rio, já Luanne e Lindinalva mandaram provocações e textos para a suas turmas nos cursos de serviço social e pedagogia. Flavio e Crislaine, de Belford Roxo, RJ transformaram os aprendizados das aulas em um programa com o Tema: Investir na Infância, do canal Daqui Pra Frente Baixada Fluminense, projeto que os dois desenvolvem. Essas foram algumas estratégias encontradas pelos participantes do curso para Elaboração do Plano Municipal pela Primeira Infância para comunicar à outras pessoas e ampliar a divulgação e importância do PMPI para todo o município.

No capítulo 7 do Guia de Elaboração de Planos Municipais pela Primeira Infância, produzido pela Rede Nacional Primeira Infância- RNPI, em 2017, a comunicação tem lugar de honra por seu potencial estratégico. Ela entra em cena desde o início do trabalho da Comissão municipal, acompanha todo o processo de elaboração do PMPI e desempenha papel crucial após sua aprovação. Sancionado como Lei, à Comunicação cabe dar visibilidade, transmitir informações, promover o conhecimento do Plano junto à população, e a maior adesão possível.

O Guia ainda cita que a comunicação pode acontecer em cinco ambientes distintos. O primeiro são os meios de comunicação, ou a (mídia) comercial como os grandes jornais, a TV, rádios e programas convencionais com grande alcance. Nesse caso, uma das propostas é sugerir pautas em que os assuntos relacionados ao Plano e a primeira infância sejam contemplados. O segundo ambiente são os meios de comunicação não comerciais, como por exemplo as cidades que têm como estratégia de comunicação informar a população por carro de som, jornais de bairro ou rádio comunitária.

O terceiro ambiente é o mais utilizado por todos. Em especial neste momento de pandemia, em que estamos em isolamento social na maior parte das cidades do Brasil, cada um pode produzir o conteúdo e divulgar em uma rede social que tenha mais afinidade, como por exemplo o canal Daqui Pra Frente Baixada Fluminense.

 “Foi a partir das inquietações da aula que fizemos um capítulo do Daqui Pra Frente Baixada Fluminense, para provocar na sociedade esse questionamento tão presente na fala do professor Vital Didonet: a criança precisa ser vista na sua integralidade”, contou Crislaine Roque, durante o fórum de atividades Solte sua Voz.

O relato da participante Lindinalva Evaristo, de Campo Grande, MS, também mostra formas de ampliar a discussão em torno dos aprendizados do curso. “A cada módulo que estudo, aprendo mais e estou fascinada com este, pois mostrou uma realidade enfrentada por nossas crianças e precisam ser observadas, analisar essas necessidades, Vital aborda no vídeo Transformações sociais para a infância e a atenção integral, a necessidade de olhar para a criança em sua totalidade, um vídeo maravilhoso, compartilhei com os colegas do curso de pedagogia, abrindo portas para uma discussão sobre o assunto, sendo pertinente ao que estudamos neste semestre”, relato postado no Fórum.

conversaLuanne Martins, de Teresina- PI, elaborou um texto refletindo sobre a atenção integral, enviou pelo whatsapp para a sua turma de graduação em serviço social e ainda gravou um vídeo.

A comunicação interpessoal é o quarto ambiente citado no Guia e fala da troca de ideias entre os envolvidos na elaboração do Plano e isso pode acontecer dentro ou fora da comissão. Por último, o quinto ambiente citado é a comunicação organizacional, e apresenta como exemplo incluir as questões abordadas pelo Plano em reuniões e debates em torno de temas setoriais de atenção à criança, ou discussões sobre o PMPI como um plano global.

Compartilhar os dados referentes à primeira infância de cada cidade, criar espaços de sensibilização para que as crianças sejam ouvidas sobre o que lhe diz respeito como um direito que têm, utilizar as redes sociais e a comunicação efetiva em cada região a fim de ouvir mais pessoas e também de que a informação chegue até elas é uma importante contribuição para que o PMPI não seja apenas um documento, mas um instrumento político na luta pela garantia dos direitos das crianças, muitas vezes invisibilizadas, assim como é também colaborar para uma comunicação mais democrática.

 

Texto:  Soraia Melo e Isabella Gregory

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