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Copa de direitos

14 de maio de 2014

João Gilberto (foto abaixo) integrante do Soldado Anônimo, um projeto do CECIP formado por jovens egressos da Oi Kabum! Rio, foi entrevistado pela Rafaela Cortes do projeto Conexão Copa (da ong Ciranda, Curitiba). Esses dois projetos fazem parte dos 9 que venceram o edital de jovens da Childhood e vão atuar durante a Copa do Mundo para o combate ao abuso e exploração sexual infantil.

Veja abaixo a entrevista e também no site da Childhood Brasil.


Atividades possibilitam a participação de jovens cariocas no enfrentamento à exploração sexual de crianças e adolescentes no período da Copa

Rafaela Cortes

A exploração sexual é um termo designado a práticas sexuais que visam o lucro de um adulto usando criança e/ou adolescentes como mercadoria. Durante a Copa do Mundo o risco de violação de direitos de crianças e adolescentes aumenta consideravelmente, devido ao maior fluxo de “maus” turistas e a ação de aliciadores. Para tentar combater essa problemática no Rio de Janeiro, uma das cidades sedes da Copa e um dos destinos mais procurados por turistas, o Centro de Criação de Imagem Popular (CECIP) desenvolve o projeto Soldado Anônimo, apoiado pela Childhood Brasil e pela OAK Foundation.

A proposta do projeto é fazer intervenções urbanas, principalmente no período do mundial, visando conscientizar os moradores da cidade e turistas sobre os direitos de crianças e adolescentes, buscando ampliar o conhecimento da sociedade para garantir que eles não sejam violados.

As intervenções serão feitas pelo “mascote” do projeto, que é representado por um personagem formado por indivíduo vestindo paletó e gravata e com uma TV no lugar da cabeça. Ele vai entrar em ação seis vezes no período da Copa do Mundo, em comunidades como Mangueira, Complexo do Alemão e Morro dos Macacos, e em espaços da FIFA e no entorno do Maracanã.

As ações do projeto visam atingir até 20 mil pessoas direta e indiretamente por meio virtual. Um dos públicos atingidos é outros jovens e adolescentes que estarão envolvidos nas ações do Soldado Anônimo, que também serão protagonistas da etapa virtual do projeto, por meio da disseminação de informações.

ENTREVISTA

JOAO_GILBERTO

Conheça mais sobre o projeto Soldado Anônimo conferindo a entrevista com o instrutor em oficinas de  artes e audiovisual João Gilberto Lopes, de 21 anos. Ele é formado em produção de vídeo na Escola  de Arte e Tecnologia Oi Kabum!, iluminação cênica, pela Escola de Arte e Tecnologia Spectaculu e  integra a equipe do projeto.

Conexão Copa (CP): Quando começaram as atividades do projeto Soldado Anônimo?

João Gilberto Lopes (JGL): O Coletivo Soldado Anônimo existe desde 2012 promove atividades multiplicadoras como oficina de Arte Urbana e Audiovisual; Debates sobre Arte e Comunicação; Intervenções Artísticas além de contribuir para o trabalho de outros coletivos.

Conexão Copa: Qual a metodologia utilizada no projeto?

JGL:O projeto utiliza a performance com o “Soldado Anônimo”, que é uma mídia formada por indivíduo  vestindo paletó e gravata e com uma TV no lugar da cabeça. É um personagem “anônimo” porque não  tem rosto, assumindo a personalidade das pessoas com as quais interage e exibindo mensagens  audiovisuais diversas.

Há também exibição de audiovisuais, gravação de entrevistas, depoimentos e a remixagem de: campanhas, notícias, peças de dramaturgia, documentários. Além disso, a equipe do projeto produzirá material inédito a partir de pesquisas e registro das interações do Soldado Anônimo nas comunidades.

Na web, utilizaremos um site voltado para a campanha e também atuaremos nas redes sociais.

Conexão Copa: De que forma o Soldado Anônimo dialoga com outros projetos que possuem o mesmo foco?

JGL: O Soldado Anônimo se comunica com os outros projetos aprovados pela Childhood, por meio da temática em comum. O fato de todos contarem com a participação de jovens na realização dos projetos e por trabalharmos em um mesmo período, facilita a troca de informações pelas redes.

Conexão Copa: Como você vê a iniciativa da Childhood Brasil em apoiar projetos com foco na participação de jovens e adolescentes? Como esta abertura pode influenciar a sociedade?

JGL: O edital aberto pela Childhood é um dos primeiros a nível nacional voltado para realizadores jovens, com uma temática sensível e delicada de se abordar – até mesmo por organizações e projetos pioneiros que já trabalham com o tema. Iniciativas como essa são de extrema importância, pois colocam os jovens como agentes transformadores.

Com essa responsabilidade, o jovem passa a influenciar ativamente a sociedade multiplicando ideias transformadoras.

Conexão Copa: Você acredita que as atividades propostas pelos demais projetos podem ser um fator importante para a diminuição da vulnerabilidade à exploração sexual no Brasil?

JGL: O fato de cada projeto ter uma proposta diferente proporciona a criação de uma rede, fazendo com que a informação seja distribuída em todo o país – contribuindo de forma positiva para a promoção dos direitos.

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