Em 2025, o projeto Jovens Repórteres da Rocinha entrou em nova fase, abordando um universo muito importante e pouco explorado: as masculinidades e paternidades saudáveis.
O grupo de estudantes do CIEP Ayrton Senna vem sendo formado em técnicas de comunicação comunitária desde 2023 para fomentar o debate crítico acerca de temas de interesse local, em linguagem audiovisual. Desde então se dedicam a produzir vídeos sobre questões de saúde, enfrentando a desinformação disseminada pelas redes sociais. Em 2025, uma parceria com o Instituto Promundo possibilitou aos jovens repórteres iniciar uma nova frente de investigação: os impactos do machismo tanto na vida das mulheres quanto na dos próprios homens, repensando os papéis de cuidado em nossa sociedade. O resultado é veiculado nas redes sociais e em formato de podcast, em programas que têm como eixo transversal os impactos da desigualdade racial.
Na primeira edição do projeto, os jovens produziram o minidocumentário “Uma História de Lindacy”, exibido na 26ª edição do Festival do Rio (2024), no Vídeo Fórum do Programa Geração, voltado para produções realizadas em ambientes escolares. Agora, com o apoio de especialistas sobre masculinidade do Instituto Promundo e parcerias com meios de comunicação locais, o grupo pretende promover ainda mais engajamento comunitário em torno do debate sobre masculinidades e paternidades.
Resgatar o cuidado, romper com o silêncio
O Brasil enfrenta desafios históricos no campo da paternidade: segundo dados do CNJ, mais de 5,5 milhões de crianças no país não têm o nome do pai no registro. Além disso, estudos apontam que homens criados sob padrões rígidos de masculinidade tendem a negligenciar o autocuidado, a saúde mental e física — o que está diretamente relacionado a comportamentos de risco e, em casos extremos, à violência, inclusive a autoinfligida: no Brasil, homens enfrentam um risco 3,8 vezes maior de morte por suicídio do que mulheres.
A produção do conteúdo e sua divulgação pretendem trazer à tona a importância de uma paternidade presente e afetiva, como forma de redução de danos sociais e desigualdades históricas.
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