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Balaio fecha ciclo com homenagens e a caixa “Tecendo Histórias”

A oficina de encerramento do projeto “Balaio de Livros: Tecendo Histórias na Rocinha”, na última terça-feira, na Biblioteca Parque C4, prestou homenagem à escritora Lindacy Menezes e promoveu o lançamento da caixa “Tecendo Histórias”, um conjunto de relatos de moradores que vai circular por instituições da comunidade, levando atividades de memória e identidade a diferentes públicos.

O encontro marcou o término das atividades de formação de profissionais em torno da literatura infantil. Na abertura, foi celebrado o legado de Lindacy, falecida no dia 23 de janeiro. A pedagoga Maria Lúcia Lara, consultora do projeto, leu a letra da música “Quando eu me chamar saudade”, de Nelson Cavaquinho, para falar do encontro do Balaio com a escritora pernambucana, moradora da comunidade e revelada pela Festa Literária das Periferias (Flup).

Maria Lúcia relembrou a participação de Lindacy no projeto, em roda de conversa e apresentação de carimbó. Segundo ela, o reconhecimento e a valorização da trajetória da artista são as “flores em vida” mencionadas na letra do samba. As participantes da oficina finalizaram esse momento com uma salva de palmas em homenagem à escritora.

Depois foi apresentada a caixa “Tecendo Histórias”. O material reúne um conjunto de histórias curtas escritas por participantes do Balaio de Livros, moradoras e trabalhadoras da Rocinha, sobre suas memórias, identidades e vínculos com a comunidade. A proposta é que a caixa funcione como um dispositivo cultural itinerante, circulando por diferentes instituições da comunidade para que profissionais da educação, saúde, cultura e assistência social, familiares e crianças possam conhecer histórias e memórias da Rocinha e, caso desejem, escrevam suas próprias para enriquecer cada vez mais a caixa.

Elisa Brazil, coordenadora do projeto, explica que nos encontros do Balaio, para além das leituras compartilhadas, muitas histórias de vida surgiram espontaneamente. “Experiências pessoais e profissionais foram sendo tecidas em rodas de conversa, revelando trajetórias marcadas pelo cuidado com as infâncias, pelos desafios do território e pelas potências que nele habitam. Essas histórias ganharam forma”, explica.

Após as 12 histórias da caixa circularem entre os participantes numa leitura silenciosa e atenta, foram definidas coletivamente as primeiras instituições que receberão o material e realizarão atividades de memória e identidade com seus públicos: a creche Castelinho, a creche-escola Saci e as creches ASPA e Maria Maria.

Metodologia e Impacto

O Balaio de Livros fundamenta-se na literatura infantil para promover debates em torno de seus eixos transversais: diversidade e questões de gênero; educação antirracista; e fortalecimento do pertencimento comunitário.

O objetivo central é a formação de multiplicadores capazes de atuar em suas instituições com mediadores de leituras alinhadas à realidade do território. Integrante da programação do Rio Capital Mundial do Livro (Unesco), em parceria com o Instituto Promundo, o projeto concentrou esforços na qualificação da mediação de leitura para a primeira infância durante o ano de 2025.

Maristela Gomes dos Santos, diretora pedagógica da ASPA, destaca a articulação intersetorial como um dos principais resultados da iniciativa. Para a diretora, o projeto viabilizou a conexão entre as áreas de saúde e educação, permitindo que a literatura fosse integrada ao cotidiano das Clínicas da Família e estabelecendo uma rede de apoio entre diferentes profissionais da comunidade.

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